Porque deve visitar a casa (ou pelo menos a rua) também à noite
Ruído, iluminação, segurança, estacionamento e vizinhança: o que só se descobre ao fim do dia, e como fazer uma segunda visita rápida.
A maioria das visitas é marcada a meio do dia, durante a semana: a hora em que a rua está mais calma, a luz é melhor e os vizinhos estão a trabalhar. É também a hora em que menos se descobre sobre como é viver ali.
O que muda ao fim do dia
- Ruído: bares e esplanadas, música, pessoas na rua, trânsito de regresso a casa, vizinhos em casa.
- Iluminação da rua: o caminho desde o transporte até à porta é bem iluminado?
- Sensação de segurança: como se sente a chegar a casa às 22h?
- Estacionamento: se tem carro, encontrar lugar às 20h é muito diferente de às 11h.
- Luz dentro de casa: que divisões ficam escuras cedo, e a que horas o sol entra ou deixa de entrar.
- Alojamento local: malas e chegadas são mais visíveis ao fim do dia e ao fim de semana.
Como fazer sem complicar
- Não precisa de uma segunda visita marcada: passe pela rua numa sexta ou sábado à noite, a pé, desde a paragem de transporte mais próxima.
- Fique 10 minutos em frente ao prédio. Ouça. Veja que janelas estão iluminadas.
- Se puder, faça o caminho que faria todos os dias: do metro ou autocarro até à porta.
- Se estiver mesmo interessado, peça ao senhorio para voltar ao fim da tarde. Uma recusa sem motivo também diz alguma coisa.
Dica: grave 20 segundos de som com o telemóvel na rua e, se voltar a entrar, no quarto. Depois de várias visitas, é a melhor forma de comparar casas. Guarde notas e estrelas no diário de visitas.
Antes de ir
Pesquise a morada no SherlockHomes: veja o mapa oficial de ruído (em Lisboa), o alojamento local à volta e o que outros visitantes disseram sobre o silêncio e a rua. E veja também o guia sobre ruído.
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